segunda-feira, 3 de agosto de 2020

O ano letivo não está perdido, quem perdeu ou irá perder, são os professores e alunos se em pleno contexto escolar, adoecerem com a COVID-19.


O ano letivo não está perdido, quem perdeu ou irá perder, são os professores e alunos se em pleno contexto escolar, adoecerem com a COVID-19.



Quem vai arcar com as despesas médicas?



Se o aluno ou professor falecer em pleno contexto escolar, quem vai se responsabilizar, pelas despesas?



Aluno e professor, vão receber seguro de vida?



Os filhos e familiares dos educadores, tem direito a uma pensão vitalícia?



As escolas foram estruturadas para higiene coesas de educadores, funcionários, pais e alunos?



A criança em seus níveis de idade e escolaridade, aguentam ficar o horário escolar de máscaras?



As escolas que atuam com o sistema de educação integral e inspirados em Reggio Emilia, onde a criança se torne protagonista do seu conhecimento é preciso que esteja em um ambiente social, em intercâmbio com outras crianças e adultos, participando de práticas sociais historicamente construídos, internalizando experiências vividas que lhe propiciam dominar conceitos, valores e formas de comportamento.



Antes do retorno as aulas, é preciso deixar tudo bem escrito, pois numa.pandemia todos somos alvos, sem direitos legais. Um prova deste contexto é o pessoal da saúde que está morrendo trabalhando e seus direitos e familiares estão como?



Gente homenagear profissional morto, não vale de nada. Homenagem é para profissional vivo, valorizando dignamente sua profissão, pagando salários coesos, provendo materiais de trabalho. Amigos e amigas, a educação não é uma fantasia, é uma profissão que necessita de cuidados.



Antes de ir para sala de aula, pensem bem na sua família, eles também são alvos dos reflexos da sua profissão.



Precisa trabalhar? Trabalhe! Mas, garanta seus direitos e de sua família. Afinal, escola particular e governo não cuida da sua família. No máximo e talvez, eles coloquem um nota de pesar.



A pandemia do novo coronavírus está afetando diretamente a forma de trabalho de muitos profissionais no Brasil e no mundo.



A vida profissional professor nesta pandemia está repleta de cobranças por todos os lados. Trabalham mais que seu tempo em sala de aula e não recebem as horas extras ou nada mais que trabalhos.



Aula sem vacina é genocídio - somente a vacina vai garantir segurança para a retomada segura de uma série de atividades, além de nos restituir a tranquilidade para gestos essenciais da profissão de educador. Estamos observando nas mídias, pesquisadores, empresas e países em busca de imunização eficiente contra o novo coronavírus. Além de todos os desafios científicos, as barreiras econômicas e políticas, influenciam de forma latente nas sociedades mundiais. .



Não é hora de iniciar nada nas escolas, continuar com a educação remota, no momento é a solução mais segura para as crianças e jovens. Esperar pelas vacinas em desenvolvimento e o que deve ser acatado pela autoridades.

Uma vez comprovada a eficácia de uma das vacinas, países mais pobres vão necessitar de protocolos políticos, para que não sejam deixados para trás da cura globalizante. Os desafios logísticos e de produção em escala planetária da vacina são enormes.



Cada pessoa que morre, não é somente um número na estatística, mas é um ser histórico de ocorrências. A vida é muito mais importante, que qualquer ano letivo presencial incerto.



“Não, definitivamente, não estamos no mesmo barco, estamos no mesmo mar, e infelizmente, alguns em iates, outros em lanchas, outros em pequenos barco e canoas, outros em coletes salva-vidas e outros nadando com todas as suas forças.” A imagem deste texto, dispensa palavras, críticas e qualquer contextualização, uma vez que sua análise é profunda.



(Simone Helen Drumond Ischkanian, 2020)



De acordo com o texto do blog https://portaldocentemais.blogspot.com/…/o-trabalho-invisiv…



Muitos de nós precisavam de auxílio até mesmo para montar um datashow nas aulas presenciais e de uma hora para outra nos vimos forçados a usar a tecnologia como principal meio de trabalho.



É claro que os professores não estavam preparados para essa modalidade de ensino à distância. Mas as redes sociais estão repletas de vídeos e imagens de professores doando-se por inteiro para não deixarem a educação parar.



A lousa e o pincel, cederam lugar aos notebooks, câmeras digitais, smartphones e as salas de aula físicas, às salas virtuais por meio de grupos de Whatsapp ou outras plataformas virtuais.



Investimento na profissão - algum professor recebeu auxílio internet? Auxílio materiais tecnológicos? Algum auxílio?



Diversos professores, tiveram de participar de cursos rápidos para aprender a utilizar a tecnologia, comprar um equipamento mais moderno ou mudar o plano de internet para conseguir oferecer um trabalho de qualidade aos seus alunos.



Mas o que não se fala é acerca do desgaste físico e emocional que isso vem provocando nos professores. Muitos estão trabalhando dobrado, triplicado! Além do trabalho já comum à pratica docente, os professores agora têm de se desdobrar em reuniões e formações pedagógicas online, preparar material didático escrito, gravar videoaulas e editá-las, estar disponíveis aos alunos e dar-lhes assistência via plataformas ou grupos de WhatsApp.



Não está sendo fácil passar horas planejando estratégias de como facilitar a compreensão do conteúdo para os alunos que não têm acesso à internet, elaborando roteiro de aula, gravando vídeos e editando-os. E quando termina tudo isso, o trabalho ainda não acabou, é hora de dar tutoria aos alunos.



O professor precisa dar conta de atender inúmeros alunos online ao mesmo tempo. Soube de casos em que gestão e coordenação colocam até três turmas para que o professor dê tutoria ao mesmo tempo! Some-se a isso professores que precisam trabalhar em mais de uma escola e alguns pais “cheios de razão” que querem saber por que o professor “não responde logo” a mensagem enviada ou ainda que ligam e enviam, mensagem nas horas e dias mais inconvenientes perguntando como resolver “aquela questão”.



O fato é que esse processo é desgastante e estressante para os professores. É importante ter empatia nessas horas e saber se colocar no lugar do outro.



As escolas e secretarias de educação também precisam ter o bom senso e entender que dentro do horário de trabalho também se deve incluir o horário de preparação das aulas que, devido às circunstâncias, ocorrem em um processo muito mais árduo e demorado.



Recebi um vídeo absurdo gravado em uma formação de professores online na qual a formadora disse que a reunião estava ocorrendo às 16h porque nesse horário todos já haviam terminado seus afazeres. Quem termina seus afazeres às 4 da tarde em plena semana?



Existem secretarias de educação que possuem diários online “aprimorados” para atender às necessidades desse período e que devem ser minuciosamente preenchidos com informações tão detalhadas que chegam a ser repetidas. Nas secretarias em que não há esse diário online, muitos professores estão preenchendo uma infinidade de relatórios e registros de aula que acabam tomando o seu tempo de planejamento.



Acredito que muitas dessas burocracias, que acabam tomando o tempo do planejamento, podem ser simplificadas ou excluídas. A gestão e a coordenação escolar poderiam unirem-se no intuito de darem um apoio mais efetivo inclusive na elaboração de um horário pedagógico mais humano e que leve em consideração as especificidades do momento atual. Os pais e/ou responsáveis podem ser mais empáticos, pois, assim como não está sendo fácil dar esse apoio a um, dois, três filhos em casa, imagine ao professor que faz o mesmo com turmas imensas!



Não estou aqui querendo que os professores deixem de cumprir as obrigações que lhes competem, jamais! Somos pagos para isso! No entanto, começo a preocupar-me com nossa saúde mental e emocional. Estamos por demais sobrecarregados, cansados, com medo, irritados, estressados! Muitos de nós sequer terão férias este ano pois elas formam antecipadas no início da pandemia.



Os professores estão sendo o pilar da educação nessa época de pandemia. Assumiram este desafio de ensinar seus alunos com toda dedicação, revisando suas técnicas pedagógicas, investindo seu tempo, seus esforços e, até mesmo, seu dinheiro para isso. Estão abdicando de seu lazer e descanso em prol de algo bem maior: o futuro de crianças, jovens e adultos do Brasil. Em contrapartida, a forma como seu trabalho está sendo encarado, não difere em nada de como o foi ao longo dos anos: um trabalho imprescindível, mas que torna-se invisível aos olhos de muitos que escolheram não ver.



E você, professor, como está sendo sua experiência docente nessa pandemia? Conte para nós aqui nos comentários.



Compartilhe com seus colegas docentes que estão passando por situações parecidas ou piores que as relatadas aqui.



Leia o texto: https://www.facebook.com/groups/MetododePortfolios/permalink/2693641304252499/

 

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